Sugiro que a GNR de Sintra refresque a memória aos seus agentes sobre o Código Penal Português, nomeadamente sobre o artigo 199:
Gravações e fotografias ilícitas
1 - Quem sem consentimento:
a) Gravar palavras proferidas por outra pessoa e não destinadas ao público, mesmo que lhe sejam dirigidas; ou
b) Utilizar ou permitir que se utilizem as gravações referidas na alínea anterior, mesmo que licitamente produzidas;
é punido com pena de prisão até 1 ano ou com pena de multa até 240 dias.
2 - Na mesma pena incorre quem, contra vontade:
a) Fotografar ou filmar outra pessoa, mesmo em eventos em que tenha legitimamente participado; ou
b) Utilizar ou permitir que se utilizem fotografias ou filmes referidos na alínea anterior, mesmo que licitamente obtidos.
3 - É correspondentemente aplicável o disposto nos artigos 197º e 198º (ver nota).
Pelo exposto fica claro que a lei não proíbe a captação de imagens vídeo ou fotografias dos meios da GNR, nomeadamente viaturas e fitas delimitadoras, ao contrário do afirmado esta tarde por uma senhora guarda!
Nota:
Artigo 197º
Agravação
As penas previstas nos artigos 190º a 195º são elevadas de um terço nos seus limites mínimo e máximo se o facto for praticado:
a) Para obter recompensa ou enriquecimento, para o agente ou para outra pessoa, ou para causar prejuízo a outra pessoa ou ao Estado; ou
b) Através de meio de comunicação social.
Artigo 198º
Queixa
Salvo no caso do artigo 193º, o procedimento criminal pelos crimes previstos no presente capítulo depende de queixa ou de participação.
P.S. - Como é óbvio, fiz a foto que queria...
segunda-feira, abril 11
terça-feira, abril 5
Jornais de Sintra ocultam tiragens reais
Prosa publicada recentemente no Tudo Sobre Sintra:
Nenhum dos directores dos jornais locais de Sintra respondeu ao pedido do Tudo sobre Sintra para que tornassem públicos elementos de prova das tiragens reais dos jornais que dirigem.
No dia 1 de Março, o Tudo sobre Sintra solicitou o valor real de tiragens em 2010 (valor mínimo, máximo e média mensal) e em 2011. Como forma de verificação, foi pedido o envio de duas facturas/recibos da gráfica com a qual trabalham, nomeadamente da primeira edição de Novembro de 2010 e da primeira edição de 2011.
O Tudo sobre Sintra assegurou o sigilo de dados empresariais (endereços, número de contribuinte, valores pagos) e solicitou a informação até dia 15 de Março. Foram pedidos estes elementos aos seguintes jornais: Actual Sintra, Cidade Viva, Correio de Sintra, Jornal da Região, Jornal de Sintra, Sintra Desportivo e Vila Saloia.
Apesar da recusa, o Tudo sobre Sintra sabe que a maioria dos títulos mente na ficha técnica como forma de angariar mais publicidade. A título de exemplo, foi possível apurar junto de várias fontes que o jornal Actual Sintra tem tiragens reais a rondar os três mil exemplares (a ficha técnica menciona uma média de 30 mil); o Correio de Sintra tem tiragens reais entre os oito mil e os 10 mil (afirma ter uma média de 55 mil) e o Jornal de Sintra ronda os mil e quinhentos por edição (a ficha técnica aponta para uma média de 12 mil).
O Tudo sobre Sintra permanece disponível para receber e publicar os elementos solicitados.
Luís Galrão
Nenhum dos directores dos jornais locais de Sintra respondeu ao pedido do Tudo sobre Sintra para que tornassem públicos elementos de prova das tiragens reais dos jornais que dirigem.
No dia 1 de Março, o Tudo sobre Sintra solicitou o valor real de tiragens em 2010 (valor mínimo, máximo e média mensal) e em 2011. Como forma de verificação, foi pedido o envio de duas facturas/recibos da gráfica com a qual trabalham, nomeadamente da primeira edição de Novembro de 2010 e da primeira edição de 2011.
O Tudo sobre Sintra assegurou o sigilo de dados empresariais (endereços, número de contribuinte, valores pagos) e solicitou a informação até dia 15 de Março. Foram pedidos estes elementos aos seguintes jornais: Actual Sintra, Cidade Viva, Correio de Sintra, Jornal da Região, Jornal de Sintra, Sintra Desportivo e Vila Saloia.
Apesar da recusa, o Tudo sobre Sintra sabe que a maioria dos títulos mente na ficha técnica como forma de angariar mais publicidade. A título de exemplo, foi possível apurar junto de várias fontes que o jornal Actual Sintra tem tiragens reais a rondar os três mil exemplares (a ficha técnica menciona uma média de 30 mil); o Correio de Sintra tem tiragens reais entre os oito mil e os 10 mil (afirma ter uma média de 55 mil) e o Jornal de Sintra ronda os mil e quinhentos por edição (a ficha técnica aponta para uma média de 12 mil).
O Tudo sobre Sintra permanece disponível para receber e publicar os elementos solicitados.
Luís Galrão
domingo, abril 3
'Gazeta do Cenjor'
Mais um: concluído o curso de iniciação à paginação de jornais e revistas. Um dos trabalhos finais foi esta proposta gráfica para a Gazeta do Cenjor.
sexta-feira, março 11
Sismo e tsunami no Japão via Bundlr
Acompanhei as primeiras horas do sismo e consequente tsunami no Japão com este exercício de curadoria de conteúdos em tempo real através da plataforma Bundlr.
Notas soltas sobre a experiência:
- É difícil filtrar em tempo real um acontecimento que gera mais de 1200 tweets por minuto (estimativa da CNN para a expressão 'tsunami', creio);
- Muitas fontes parecem avançar com informação do terreno mas verificada a autoria não passam de cibernautas a relatar o que estão a ver na Internet e nas televisões;
- Por outro lado, a maior parte dos tweets são retweets, o que diminui significativamente o volume de informação interessante;
- Há ainda um número significativo de tweets que continuam a ser reproduzidos durante muito tempo, dando uma ideia errada da verdadeira actualidade;
- Neste caso foi-me impossível aproveitar os tweets em japonês e noutras línguas da região afectada, o que implicou 'desperdiçar' informação em primeira mão;
- O Bundlr é uma ferramenta muito interessante, mas falhou várias vezes (provavelmente devido ao número de sítios e plataformas que tinha abertas). Em várias páginas foi impossível seleccionar apenas a imagem pretendida, optando nesses casos pelo link. Seria interessante que esta opção mostrasse a miniatura da página e não apenas o título e o link;
- Senti falta de uma opção para introduzir texto meu (sem ser citar os meus próprios tweets, opção que não cheguei a usar).
- Outra opção interessante seria a de poder inserir o Bundlr noutras páginas.
P.S. - Alterei o nome e a descrição para inglês a pedido dos criadores do Bundlr. Querem usar a minha experiência internacionalmente.
Notas soltas sobre a experiência:
- É difícil filtrar em tempo real um acontecimento que gera mais de 1200 tweets por minuto (estimativa da CNN para a expressão 'tsunami', creio);
- Muitas fontes parecem avançar com informação do terreno mas verificada a autoria não passam de cibernautas a relatar o que estão a ver na Internet e nas televisões;
- Por outro lado, a maior parte dos tweets são retweets, o que diminui significativamente o volume de informação interessante;
- Há ainda um número significativo de tweets que continuam a ser reproduzidos durante muito tempo, dando uma ideia errada da verdadeira actualidade;
- Neste caso foi-me impossível aproveitar os tweets em japonês e noutras línguas da região afectada, o que implicou 'desperdiçar' informação em primeira mão;
- O Bundlr é uma ferramenta muito interessante, mas falhou várias vezes (provavelmente devido ao número de sítios e plataformas que tinha abertas). Em várias páginas foi impossível seleccionar apenas a imagem pretendida, optando nesses casos pelo link. Seria interessante que esta opção mostrasse a miniatura da página e não apenas o título e o link;
- Senti falta de uma opção para introduzir texto meu (sem ser citar os meus próprios tweets, opção que não cheguei a usar).
- Outra opção interessante seria a de poder inserir o Bundlr noutras páginas.
P.S. - Alterei o nome e a descrição para inglês a pedido dos criadores do Bundlr. Querem usar a minha experiência internacionalmente.
quinta-feira, março 10
Leituras sobre gadgets e jornalismo II
- Mobile Journalism
- Reuters rolls out 'studio in a suitcase'
- What does a mobile journalist need?
- The mobile journalism tools guide continues!
- Mobile Journalism Reporting Tools Guide
- 10 consejos para tu cobertura en tiempo real desde un smartphone
- El iPad 2 todavía no es la herramienta perfecta para el trabajo del periodista
- With cameras, iMovie, Garage Band, new iPad 2 better for content creation
- El periodismo digital, entre soportes, pantallas y el futuro del periodista individual Tools for news
- 10 free and totally legal programs every multimedia journalist should have
- 10 Ways to Use CoveritLive
- Twitter Isn’t Journalism, Or Is It? Perhaps It’s the Wrong Question to Ask
Digitalizo negativos e slides
Faço digitalizações de negativos 35 mm (filme 135) a cores ou preto&branco, de diapositivos (slides) e também de negativos de formato Advanced Photo System (APS/IX240).
Opções de digitalização:
Standard, a 2,000 dpi, entregue em formato jpeg (ficheiro com cerca de 5 MB), equivalente a 5 megapixels.
Extra, a 4,000 dpi, entregue em formato jpeg ou tiff (entre 20 e 60 MB), equivalente a 20 megapixels.
Utilizo um scanner CanoScan FS4000US e todos os trabalhos incluem a remoção automática de poeiras em modo standard (FARE).
Preços:
Digitalização Standard: 0,30€ / unidade
Digitalização Extra: 0,50€ / unidade (valores negociáveis para grandes quantidades)
Formas de pagamento: Dinheiro, Paypal ou transferência bancária. No caso de envio via CTT, acrescem os portes. O pagamento deverá ser antecipado para quantidades superiores a 25 unidades.
Recepção: Entrega em mão ou envio por correio em envelope almofadado com os negativos protegidos por cartão grosso (o endereço será indicado aquando da encomenda). Os slides devem ser enviados igualmente protegidos caso não estejam encaixilhados, ou dentro das respectivas caixas de plástico no caso de terem caixilhos. Os rolos APS devem ser enviados em envelope almofadado.
A entrega das digitalizações poderá ser feita em mão ou por correio (em suporte CD ou DVD) ou através da internet (YouSendIt, Dropbox ou outro serviço preferido).
Contacto: luis.galrao[arroba]gmail.com
Opções de digitalização:Standard, a 2,000 dpi, entregue em formato jpeg (ficheiro com cerca de 5 MB), equivalente a 5 megapixels.
Extra, a 4,000 dpi, entregue em formato jpeg ou tiff (entre 20 e 60 MB), equivalente a 20 megapixels.
Utilizo um scanner CanoScan FS4000US e todos os trabalhos incluem a remoção automática de poeiras em modo standard (FARE).
Preços:
Digitalização Standard: 0,30€ / unidade
Digitalização Extra: 0,50€ / unidade (valores negociáveis para grandes quantidades)
Formas de pagamento: Dinheiro, Paypal ou transferência bancária. No caso de envio via CTT, acrescem os portes. O pagamento deverá ser antecipado para quantidades superiores a 25 unidades.
Recepção: Entrega em mão ou envio por correio em envelope almofadado com os negativos protegidos por cartão grosso (o endereço será indicado aquando da encomenda). Os slides devem ser enviados igualmente protegidos caso não estejam encaixilhados, ou dentro das respectivas caixas de plástico no caso de terem caixilhos. Os rolos APS devem ser enviados em envelope almofadado.
A entrega das digitalizações poderá ser feita em mão ou por correio (em suporte CD ou DVD) ou através da internet (YouSendIt, Dropbox ou outro serviço preferido).
Contacto: luis.galrao[arroba]gmail.com
terça-feira, março 1
Gadgets: equipamento para vídeo
Estou a dar os primeiros passos no vídeo com recurso a equipamento de baixo custo: câmara HD de menos de 200€, gravador de perto de 100€ e monopé de 20 euros.
Mais uma experiência em vídeo
Montei ontem uma peça em vídeo sobre as obras (de Santa Engrácia) do túnel da Avenida dos Missionários, em Agualva. Usei a Sanyo Xacti e um gravador Zoom H1, uma aquisição recente para colmatar as limitações de som da câmara. O resultado é algo incipiente mas espero melhorar...
segunda-feira, fevereiro 14
domingo, janeiro 30
Leituras sobre redes sociais
- The pros and cons of Social Media
- Five Social Media Trends for 2011
- Why Twitter matters for media organisations
- Six Ways Journalists Can Use Twitter Better
- How journalists are using Facebook, Twitter to write mini serial narratives
- The National Post: How One Newspaper is Embracing Twitter
- 5 Ways to publish your social media messages
- 8 Ways to Use the Web to Write Amazing Headlines
- Beyond the status quo: finding creative ways to present news on Twitter
- A Guide to Utilizing Facebook for a Freelance Career
- 233 livros sobre mídias sociais, comunicação e web 2.0 para download
sábado, janeiro 29
Leituras sobre media
- 10 características de sitios de noticias locales
- Building a hyperlocal website: 5 things hyperlocal can do and be, times 5
- The top 10 key lessons for hyperlocal journalism startups from ONA10
- 10 new ways to make money in journalism
- Five things that make a great news business idea
- Center for Independent Media: Four lessons from a nonprofit that raised $11.5 million in four short years
- O futuro do impresso e outras perguntas para as quais dou as respostas possíveis
- Novas tecnologias podem culminar no declínio do fotojornalismo português
- 5 Mistakes That Make Local Blogs Fail
- Especial Imprensa regional – Um país, várias imprensas regionais
- O futuro do impresso e outras perguntas para as quais dou as respostas possíveis
- Os novos desafios do jornalismo, por Steve Doig
segunda-feira, janeiro 24
'Informação mediana'
A convite do Marco Almeida, autor do blogue Viver Sintra, escrevi esta prosa sobre o que penso da comunicação social local. O texto foi publicado hoje e as opiniões são bem-vindas, aqui ou lá.
Neste desafio que é reflectir sobre a minha experiência no jornalismo local, não posso deixar de traçar um panorama pouco animador sobre a indústria da informação em Sintra. Apesar de proliferarem títulos, sobretudo na imprensa, é inegável que o maior concelho do país não tem um único projecto sólido e ambicioso.
Por incapacidade ou incompetência, há de tudo, uns mais desfasados das necessidades actuais, outros seguidores de uma linha editorial bem comportada que não choque os principais anunciantes. Outros, de jornal só têm o papel, já que se limitam a reproduzir comunicados das autarquias. Na rádio e apesar do trabalho esforçado da RCS, o panorama também já foi melhor nos tempos da Ocidente, projecto que tenta reerguer-se agora no online.
Muitos fazem o chamado jornalismo de secretária, se é que a essa prática pode chamar-se jornalismo. Basta espreitar qualquer evento e verificar quantos jornalistas ou colaboradores locais estão presentes. Veja-se as assembleias municipais ou as reuniões de câmara, fóruns políticos onde se decide parte dos destinos dos sintrenses. Num dia bom, há três órgãos representados. Os restantes ficam à espera dos comunicados.
O projecto em que mais acreditei durante alguns meses foi o Correio de Sintra, um dos vários jornais onde colaborei, mas cuja falta de visão e de profissionalismo da administração me desanimou. Lamento que haja empresários que pensem que é legal ingerir permanentemente na linha editorial e que encarem a informação de forma tão provinciana e saloia (no que estas expressões têm de pejorativo).
Os media de Sintra padecem da falta de meios e da dispersão de títulos, mas também da falta de escrúpulos e da promiscuidade entre boa parte dos intervenientes. É um facto que não ajuda termos muitos políticos e muitas entidades medianas, com vistas curtas e uma enorme incapacidade de comunicação. A Câmara de Sintra é dos piores exemplos, uma espécie de buraco negro de onde não sai grande coisa, nem mesmo com um gabinete de comunicação composto por pessoas experientes no jornalismo.
No domínio comercial pratica-se o ‘vale tudo’, sobretudo a subserviência aos anunciantes, a concorrência desleal e o dumping de preços, práticas responsáveis pela má saúde financeira da maioria dos projectos. Este vale tudo abrange o roubo literal de clientes da concorrência e a mentira descarada nos números das tiragens, com alguns títulos a imprimirem na realidade menos de um quinto do que anunciam na ficha técnica.
Apesar deste panorama, tenho esperança de que Sintra venha a ter uma comunicação social melhor e mais ambiciosa, mais profissional e menos subserviente. Afinal, somos o maior concelho do país e merecemos mais. Da minha parte continuo disponível para abraçar projectos sérios. Entretanto, podem encontrar-me no Tudo sobre Sintra, um blogue de informação local independente, apartidário e plural disponível em http://tudosobresintra.blogspot.com, no Twitter e no Facebook.
Luís Galrão, Freelancer
quinta-feira, janeiro 20
Adeus Daniel!
Há notícias que custam! A da morte do Daniel Lam é uma delas! Era um bom camarada e foi um privilégio trabalhar ao lado dele no DN. Abraço grande onde quer que estejas. Um dia havemos de voltar a partilhar as imperiais e tremoços de final de tarde...
quarta-feira, janeiro 19
Desafio aos directores dos jornais de Sintra
Em Sintra (e noutros locais) mente-se descaradamente nos números das tiragens dos jornais locais, com alguns títulos a imprimirem na realidade menos de um quinto do que anunciam na ficha técnica. Desafio os directores dos vários pasquins a publicar (em papel ou na Internet) duas facturas de impressão (primeira edição de Novembro de 2010 e primeira de Janeiro de 2011) onde conste o número real da tiragem do jornal. Em alternativa podem enviar-me os documentos, que eu publico-os. Gostava de perceber se ainda há gente séria...
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